Cubo Music – Katy Perry – Teenage Dream – Crítica

05/09/2010 às 6:17 pm | Publicado em Música, Vídeo | 3 Comentários

E a Katy Perry lançou finalmente seu álbum novo, Teenage Dream. O 3 ao Cubo ouviu o álbum  durante duas semanas, comparando com o antigo e com o EP acústico pra MTV e agora  sim, vamos às conclusões. Vem comigo! (sic)
Katy Perry deu muitas voltas musicalmente antes de se tornar o sucesso que é hoje.  Filha de pastores evangélicos, ela chegou a gravar um cd gospel, planejou o lançamento  de outros dois, meio pop rock, mas nenhum vingou. Somente em 2007, quando “Ur  So Gay” apareceu, ela começou a fazer o barulho que tanto queria. O álbum One of the  boys saiu, com hits explosivos e polêmicos como I Kissed a Girl e Hot’n Cold. Mannequin  e Waking up in Vegas também tinham fôlego pro sucesso e Thinking of you virou até  tema de novella aqui no Brasil. Mas havia defeitos clássicos na composição do álbum,  como a ordenação das músicas e a produção de algumas, o que tornava quase  impossível ouvir o cd do começo ao fim. Erros perdoáveis, entretanto, se considerarmos  que esse era seu debut (não levando em conta o gospel, claro).
Em 2009, saiu o MTV unplugged, um EP interessante, com metais e cordas bem  trabalahdos. Eu ouvi, gostei muito das versões acústicas, mas alguma coisa ainda me  irritava. Inteligência não faltava. O que havia de errado, afinal?
2010 veio, cheio de gás para os fãs do Pop com Telephone, Beyoncé arrasando e Alejandro. Mas álbuns mesmo, não estavam sendo muito lançados. Faltava aquele álbum do ano, sabe? Bem, eis que, em Maio, Katy Perry pariu Califórnia Gurls, uma canção que não podia ser mais chiclete, com o Feat. Do Snoop Dogg. C. Gurls foi bem recebida pela crítica, assim como seu clipe hiper colorido, com influências de A fantástica fábrica de chocolate e Alice no país das maravilhas, além de uma coreografia que fazia qualquer um ter vontade de aprender. Houve também polêmicas, já que a base da música foi comparada a Tik Tok, da Ke$ha $uja, a duas músicas da Miley Cyrus e a uma da Britney. Pessoalmente acho que as músicas são bem parecidas mesmo, mas isso é o que dá quando se trabalha com os mesmos produtores, procurando apenas a fórmula de um Hit efêmero, mas absurdamente lucrativo. Enfim… O verão americano tava precisando de C. Gurls, e a sua resposta esquisita à Empire State of Mind, da Alicia Keys com o Jay Z. Sucesso absurdo.
Recentemente, veio a público o single e o clipe de “Teenage Dream”. Todo mundo esperava uma explosão, mas Katy veio mais calminha (o clipe não é calminho, exatamente, NEH?), mais sonhadora e menos Diva Pop. O público estranhou de início, depois todos nós estávamos entoando os refrões grudentos da música. Mais um sucesso.

E então o álbum inteiro saiu. É bom? É ótimo. Das 12 músicas, 9 ou 10 tem potencial para Single. Claro que a cantora teve a contribuição daqueles produtores repetitivos, o que tornou o álbum confortável. As letras são divertidas, mas nunca fúteis, falam desde bebedeira até o vicio em drogas. São safadas e excitantes como em “Peacock’ mas também são lentas e românticas em “Not like the Movies”. Um defeito? Bem, lembra daquele probleminha com a ordem das músicas, ele ainda está entre mim e a Katy. O início do álbum é uma delícia, principalmente em “Last Friday Night” e o prometido próximo single “Firework”. Tem até solo de Saxofone, em meio aos sintetizadores! Não podia ser melhor. E “Peacock” é tão boa que renderia um post à parte. As cinco primeiras músicas beiram a perfeição. Quando chegamos em “Circle the rain”, parece outro conceito de álbum. Tudo está mais prum pop meio glam, meio seco. E E.T. lembra muito aquelas músicas da dupla T.A.T.U. no fim, do disco, tudo está muito tedioso, a ponto do silêncio ser mais agradável. Não porque as músicas são ruins, mas porque elas não deveriam estar aí. Deveriam ser bônus, ou nem entrar para o Setlist. Não combina com o álbum, apesar da teoria de que é exatamente essa volubilidade o que caracteriza o “sonho adolescente”


Comparado ao álbum anterior, Tennage Dream é incrivelmente melhor, em todos os sentidos. Mais maduro, letras menos estúpidas (letras estúpida, hoje em dia, não significam música ruim) e mais divertidas, arranjos muito mais complexos e inteligência musical de sobra. Não é perfeito, mas o sucesso é incontestável.

A Katy veio pra ficar, e ainda vai nos trazer muitas letras safaduxas, debochadas e levemente irritantes. Ainda bem, não é?

3 Comentários »

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  1. Sim, a Katy é perfeita -*—–*-

  2. Acho ela tosca, mas as músicas são viciantes. California Gurls, por exemplo, não consigo parar de ouvir.

  3. Vou confessar, adoro Katy Perry e suas músicas, comprei a edição limitada do Teenage Dream e tenho de dizer – as músicas são óptimas, e faço já uma lista do que não gosto e gosto…

    1. Teenage Dream – viciante / perfeita

    2. Last Friday Night (T.G.I.F.) – viciante / perfeita

    3. California Gurls – viciante / perfeita

    4. Firework – perfeita [viciante quando se tornar single]

    5. Peacock – viciante / mais que perfeita!

    6. Circle The Drain – viciante / perfeita

    7. The One That Got Away – agradável de se ouvir apenas

    8. E.T. – viciante / mais que perfeita!

    9. Who Am I Living For – boa

    10. Pearl – não é uma música que se adore ouvir sempre.

    11. Hummingbird Heartbeat – viciante / mais que perfeita!

    12. Not Like the Movies – viciante para qualquer Katy-super-fan.

    Nota: 7.9/10 [não é um teenage dream completamente =)]


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