Cinecubo: A Origem

07/08/2010 às 9:37 pm | Publicado em Cinecubo, Uncategorized | 3 Comentários

Hoje trago pra vocês meu comentário sobre o novo filme do Christopher Nolan: A Origem(ou Inception, no original)

É difícil falar da trama sem entregar detalhes importantes, mas em resumo, é o seguinte: Dom Cobb(Leonardo Dicaprio) é um homem capaz de invadir os sonhos de outras pessoas para roubar segredos e informações confidenciais. Em uma dessas missões, seu alvo(Saito, interpretado por Ken Watanabe) consegue frustrar seu plano e oferece uma missão ainda mais complexa: infiltrar-se na mente de outro homem(Cillian Murphy) e implantar uma ideia em sua cabeça.

Não vou entrar em detalhes sobre o enredo, pois como falei, quase tudo nele é de relevância para o entendimento da história(em outras palavras, é spolier, então não vou falar pra depois não aparecer ninguém me acusando de estraga-prazeres :P). O que posso comentar é que é uma narrativa muito bem elaborada. Quem já viu os demais filmes do Nolan(O Grande Truque e até mesmo os Batman) sabe como os roteiros dele são bem construídos, com poucas pontas soltas, personagens bem definidos. Em A Origem não é diferente. Toda a mecânica dos sonhos dentro dos sonhos, de como há um arquiteto que cria o ambiente nos sonhos, e como a mente do invadido arma defesas próprias para se defender dos invasores, a relação entre os personagens e a função de cada um no grande plano principal do filme, e o final daquele do tipo “WTF?!”… No entanto, algumas peças ficam meio fora do lugar, sem uma explicação satisfatória, como o personagem de Michael Caine, por exemplo.

No elenco, é uma tarefa um tanto difícil e ingrata definir quem se destaca mais. DiCaprio muito competente no papel principal; Joseph Gordon-Levitt mostra mais uma vez que é um dos grandes atores da nova geração e, dizem, já está com vaga garantida no próximo Batman; a eterna Juno Ellen Page também faz jus a seu talento e defende o posto de coadjuvante principal dignamente; Ken Watanabe e Cillian Murphy ótimos como sempre, nem há muito o que comentar sobre eles. Marion Cottilard é uma atriz que sempre me deixa sem palavras quando a vejo atuar, e nesse filme, com uma personagem até inusitada(queria colocar spoiler, mas não vou, embora a foto abaixo dê uma dicona), também cativa com seu charme francês e seu talento.

A fotografia do filme é um espetáculo à parte. Slow motions muito bem utilizados, câmera na mão na maioria das cenas dentro dos sonhos; cenas de ação muito bem elaboradas, com destaque para a cena de luta no corredor.

A trilha de Hans Zimmer, muito semelhante à de The Dark Knight, dá o tom correto que o filme precisa. No entanto, é um pouco cansativa. Sei que dizendo isso estarei desagradando a meio mundo de gente que é fã do cara; não estou desmerecendo o trabalho dele, seria até burrice de minha parte, mas achei a trilha de A origem cansativa e até um pouco clichê, o que posso fazer…

Aconselho a todos a verem o filme, um dos melhores do ano até agora.

Abraços e até a próxima Cinecubo!

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Cinecubo: Eclipse

08/07/2010 às 10:43 am | Publicado em Cinecubo | 5 Comentários

(OBS: Sem imagens hoje, de novo… Tô no pc alheio e fica chato salvar as imagens aqui.. :S)

Bem bem… Indo direto ao ponto, se os dois filmes anteriores foram razoáveis, esse consegue ser bom.

David Slade contribuiu bastante pra isso. Sua experiência com filmes de suspense traz um novo ar à série, que tem em Eclipse seu episódio mais sombrio(eu não li o livro, mas pelo comentário geral é isso que dizem). A direção de Slade é correta, ele inova usando ângulos de câmera ainda não vistos na série, usa(até demais, o que se torna um pequeno defeito) câmera na mão, enfim… conduz bem o filme. Não o suficiente para ser um filme excepcional, mas o suficiente para torná-lo o melhor da saga, que se encerra nos próximos anos com as duas partes de Amanhecer.

Indo agora para o elenco. Kristen Stewart dá uma melhorada em sua Bella Swann, ela agora consegue demonstrar pelo menos um mínimo de emoção. Robert Pattinson ligou o automático e continua ok, nem melhor nem pior do que nos outros filmes. Taylor Lautner, com exceção de poucas cenas,  melhora seu desempenho e continua sendo o melhor ator do trio.

Uma característica da saga Crepúsculo é ter coadjuvantes que muitas vezes são mais interessantes que os protagonistas. Mais uma vez acontece isso nos filmes, com os Cullen coadjuvantes Rosalie e Jasper ganhando mais espaço com os flashbacks sobre suas origens, permitindo a Nikki Reed e Jackson Rathbone desenvolverem dignamente seus personagens. O mesmo acontece com os lobisomens, que também ganham um pequeno flashback para explicar suas origens. Billy Burke e Ashley Greene continuam com seu ótimo desempenho como Charlie e Alice, e Anna Kendrick tem a responsabilidade de fazer o discurso “emocionante” de formatura, que certamente só sobreviveu à ilha de edição por conta da indicação da atriz ao Oscar de melhor coadjuvante feminina.

Na tentativa de dar mais respaldo ao filme, os produtores inserem atores de peso na série. Se em Lua Nova tivemos Michael Sheen e Dakota Fanning, em Eclipse temos, além da volta da loirinha(que tem pouquíssimo tempo de tela mais uma vez), a presença de Bryce Dallas Howard como a vampira do mal Victoria, substituindo Rachel “Quem?” Lefebvre. Ela domina o fime nos 5 minutos em que aparece, apesar da peruca ruiva horrenda. Seu companheiro de cena, Xavier Samuel, é outro destaque no quesito atuação como o vampiro recém-criado Riley, apesar de ser um pouco teatral demais.

Os efeitos especiais dão uma melhorada pequena, os lobos estão mais realistas. Já nos efeitos de maquiagem o negócio complica. O peruqueiro desse filme deve ter sido demitido, porque quase nenhuma ficou boa. A de Kristen Stewart parece ser a mesma usada por Taylor Lautner em Lua Nova, com alguns pequenos retoques. A de Bryce Dallas Howard já comentei ali em cima. Tentaram melhorar a de Jackson Rathbone e não tiveram um resultado feliz. Só a de Nikki Reed ficou convincente(e isso se ali for peruca, suspeito que seja o cabelo da própria atriz, pintado).

Na trilha sonora, Howard Shore estava no automático e entrega uma trilha correta, mas nem aos pés de seus outros trabalhos e nem da ótima trilha de Lua Nova, composta por Alexandre Desplat. A trilha comercial continua competente como nos outros filmes.

Encerrando, Eclipse consegue ser o melhor filme da saga vampiresca/lobisomesca/bellesca. Esperemos pelos capítulos finais, que estarão sob a batuta de Bill Condon.

Cinecubo: Alice in Wonderland

22/05/2010 às 11:29 am | Publicado em Cinecubo | 4 Comentários

Depois de um longo hiato(todos já estão acostumados, né.. :/) estou de volta trazendo meu comentário sobre o novo e tão aguardado filme de Tim Burton. Tá, faz um mês que o filme estreou, mas só agora tive tempo(e saco) pra escrever…

Enfim, vamos ao que interessa… vou meio que parafrasear a crítica do Omelete: o filme é esteticamente perfeito, mas não vai muito além disso.

A Linda Woolverton tentou fazer uma releitura/continuação dos livros clássicos de Lewis Carrow e acabou por deturpar a história, anulou a essência da maioria dos personagens e da própria narrativa, que é interessante justamente por ser nonsense, por mostrar somente Alice vagando pelo País das Maravilhas e encontrando seus habitantes… Não sei até onde tem dedo da Disney nesse roteiro, mas desde já tenho medo do que vem por aí em Maleficent.

A tentativa de humanizar os personagens não colou, pelo menos pra mim. Uma ideia até interessante, não nego, mas foi realizada de maneira tão superficial que ficou ruim. Fora que humanizar personagens cuja graça está justamente em não serem humanos, em serem completamente desprovidos de qualquer sanidade, é um trabalho muito delicado e exige muito cuidado. Infelizmente não foi o caso no filme.

Como falei lá em cima, a estética e a parte técnica do filme é deslumbrante. Os cenários, a direção de arte, as criaturas digitais, tudo perfeito. O que foi aquele Gato de Cheshire? Ficou lindo! Pena que a Disney interferiu um pouco para deixar alguns detalhes menos sombrios… Imaginem como seria legal se aquelas cabeças do lago que Alice atravessa fossem realmente cabeças em putrefação, e não cabeças “de pedra” conservadas em formol?

No quesito atuação, destaque pra Helena B. Carter(pra variar rouba a cena com sua hilária Rainha Vermelha), Crispin Glover(que finalmente parece ter entrado na “listinha” do Burton), Anne Hathaway(não sei pq a crítica caiu em cima dela, ela estava irritantemente ótima!) e os “dubladores de luxo” Michael Sheen, Stephen Fry, Alan Rickman, Noah Taylor e etc. Mia Wasikowska tem um quê de sem sal meio Gwyneth Paltrow, mas dá conta do recado. Sua Alice tem carisma.

Minha decepção foi Johnny Depp. Ele fez pouco mais que um Willy Wonka  misturado com Jack Sparrow em outra caracterização… E é chato saber que ele poderia ter feito algo diferente mas preferiu ficar na mesmice… Não que ele estivesse ruim, afinal estamos falando de Johnny Depp, mas ele poderia ter inovado e ter feito de Tarrant Hightopp(o nome próprio do Chapeleiro no filme) mais um personagem icônico em sua carreira, e não um mix de seus personagens “freaks” mais famosos…

Finalizando, o problema principal do filme fica no roteiro clichê de filme de aventura. Aquela velha história de que há o Escolhido que tem que destruir o vilão no final, e pra isso contará com aliados. O Escolhido(no caso, A Escolhida) reluta em aceitar essa posição, mas no decorrer do filme acaba por aceitar que é a pessoa que todos dizem ser e parte pra batalha. Alguém ainda aguenta ver esse tipo de trama? Ah, e ainda bem, AINDA BEM que retiraram do filme o romance entre o Chapeleiro e Alice. É possível notar que rola um clima entre eles, mas no roteiro até beijo tinha! Se isso tivesse ido pro filme, aí sim, seria uma decepção.

É o pior Burton? Não. O mais fraco? Talvez. Ao que parece ele dobrou-se muito aos interesses da Disney, e isso não foi tão legal. Espero que nos próximos filmes dessa parceria o estúdio do Mickey deixe Burton mais livre…

E agora o comentário que vai fazer todos gritarem pra mim “Cortem a cabeça dele!”: Burton e Depp, dêem um tempo. A parceria de vocês é ótima, mas já tá saturando… Uns 3 ou 4 filmes sem trabalharem juntos é suficiente.

Até a próxima, pessoas! Ah, sei que é chato ler o post sem imagens do filme, mas fiquei com preguiça de colocar… :x

Cinecubo: Percy Jackson e Sherlock Holmes

13/03/2010 às 2:56 pm | Publicado em Cinecubo, Uncategorized | 10 Comentários

Estamos de volta! Bom, como fui meio que pego de surpresa(tá, a gente tinha agendado a volta do blog, mas eu fiz o favor de esquecer que era hoje), o tema da Cinecubo foi escolhido meio que de última hora. Decidi comentar rapidamente sobre os filmes que vi mais recentemente no cinema: Percy Jackson e  Sherlock Holmes.

Começando pela adaptação do  novo fenômeno literário, bom… Dizem que o livro é bom, eu não tive oportunidade de ler ainda, mas o filme… er… Sem muitos comentários sobre a história, é sim, um filme meio fraco. Tanto que mesmo sem ter lido o livro fica a impressão de que foi uma adaptação ruim. A começar pela alteração da idade dos personagens(de 12 anos no livro para 17 no filme), que deixa certas partes do filme ridículas( a cena no Cassino Lótus é uma delas). Fora o velho fato de escalar uma atriz de 25 anos pra interpretar adolescente(a Annabeth, é esse o nome? não lembro), colocar o negro como alívio cômico(ironicamente, Brandon T. Jackson e seu Grover é o que se sai melhor no filme), o fato de as principais portas de entrada para o mundo dos deuses serem nos EUA, Uma Thurman numa participação pequena que não vale o preço do ingresso, enfim… Mais erros do que acertos. Se Chris Columbus e a Fox queriam fazer um novo Harry Potter, não foram bem sucedidos.

Achei válida essa retomada e atualizada da mitologia grega pros dias atuais, isso no livro deve ser interessante, mas o filme em sua grande parte foi fail. O único destaque que dou é a água criada digitalmente, que ficou bastante realista e que deve ser aperfeiçoada no vindouro The Last Airbender.

Vamos agora ao famoso detetive britânico! Primeiro de tudo, pra ver e gostar desse Sherlock Holmes de Guy Ritchie é preciso esquecer o detetive clássico dos livros de sir Conan Doyle(dos quais só li Um Estudo em Vermelho, muito bom, por sinal, indico). O Holmes e Watson do filme pouco tem em comum com os retratados nos livros. Tendo isso em mente, é mais fácil analisar o filme, que é bom como entretenimento… A atuação de Robert Downey Jr é competente como sempre(e lhe rendeu um Globo de Ouro de ator por comédia/musical), e a química com Jude Law é perfeita! Rachel McAdams aparece pouco mas se destaca, seja por sua beleza, por seu talento ou por ser uma das únicas personagens femininas relevantes à trama.

A trilha de Hans Zimmer( que foi indicada ao Oscar) é bem competente e empolgante, com temas bem britânicos. O filme é um tanto escuro, quase se assemelhando à versão da Londres vitoriana de Burton em Sweeney Todd(dizem que usaram esse artifício para esconder possíveis falhas nos efeitos visuais, mas vai saber, né…).

Um bom filme pra ver num fim de semana com os amigos..

Eu pretendia falar de Nine também, mas como já tá muito longa, vai ficar pra próxima. Até lá!

Cinecubo: Avatar

20/12/2009 às 10:49 am | Publicado em Cinecubo, Uncategorized | 14 Comentários

Voltamos! eeeeeee! Bom, hoje comento sobre Avatar.

Vi o filme ontem e, sinceramente, tô aqui tentando encontrar palavras pra expressar minha opinião sobre o filme.

Bom, foi praticamente impossível ir ver o filme sem grandes expectativas, tendo em vista o alarde hiperbólico da mídia. Mas mesmo assim, consegui ir com as expectativas um pouco baixas.

E que filme! James Cameron cumpriu o que prometeu ao revolucionar os efeitos especiais. Ao contrário da maioria dos filmes, em que temos que fazer nossa mente acreditar que o que está na tela é real, em Avatar temos que nos forçar a acreditar que o que está na tela não é real. Tudo em Pandora parece ter vida, parece realmente existir, as plantas, os animais, os Na’vi…(Se lançarem um livro de Biologia detalhando a fauna e flora de Pandora, eu comprarei, na boa!^^) O nível de realismo dos efeitos é impressionante! Arrisco a dizer que se o filme fosse gravado em locações reais não seria tão perfeito…

Falando dos Na’vi, temos neles as melhores criaturas digitais jamais criadas. Eles não parecem ser feitos através da tecnologia de captura de movimentos, parecem ser realmente os atores pintados de azul e com próteses no rosto.

Quanto ao roteiro, sim, é clichê. A velha história do povo “civilizado” em busca de pedras preciosas(no caso, o mineral unobtanium), que são impedidos pela tribo de “selvagens” nativa. Enquanto isso, um dos homens “brancos” entra em contato com a população “indígena”, aprende sobre seus costumes, se apaixona pela princesa da tribo e passa a lutar ao lado deles. Alguém falou em Pocahontas ou Dança com Lobos? Pois é… Mas se engana quem acha que isso é um defeito. A trama simples ajuda  prender a atenção no filme e em seus detalhes.

A trilha sonora de James Horner por muitas vezes nos remete a Titanic, mas também é bela e bem colocada.

Nas atuações, destaque para Zöe Saldana como a princesa Neyriti. Espero que depois do Oscar dado a Heath Ledger por The Dark Knight, a Academia tenha se convencido que que ótimas atuações podem ser encontradas em blockbusters também. E Zöe merece pelo menos a indicação a melhor atriz, assim como a imponente Sigourney Weaver merece atriz coadjuvante por sua dra Grace Augustine.

Falando em premiações, Avatar com certeza abocanhará vários. Oscar de efeitos especiais já é dele, alguém duvida? Uma indicação a melhor filme com certeza também rola, assim como trilha sonora, canção original, direção de arte, mixagem de som e outras categorias técnicas.

Defeitos? Sim, encontrei alguns. No meio de tanta inovação, alguns ângulos de câmera clichês, algumas cenas de câmera lenta desnecessárias e a chata narração em off destoaram do resto do filme. Mas isso é o de menos. Não chega nem perto de comprometer o resultado final.

Bom, escrevi demais, como sempre. Mas leiam e vão pro cinema AGORA ver e se deliciar com Avatar!

Cinecubo: Lua Nova

22/11/2009 às 9:39 pm | Publicado em Cinecubo, Uncategorized | 3 Comentários

Sim, o blog tá abandonado. Mas não, ele ainda não morreu! E hoje trago pra vocês meu comentário sobre a tão aguardada- e criticada- continuação da saga-modinha Crepúsculo.

Bom, o que dizer, tive a sorte de assistir o filme numa sessão tranquila, sem fãs histéricas gritando a cada vez que Edward ou Jacob apareciam na tela. Deu para prestar mais atenção no filme.

E, sinceramente, não entendi porque a crítica especializada o detonou tanto. É fato que não é o melhor filme da história, passa longe, beeeeeem longe disso. Mas é um filme bom, divertido. Logicamente, quem espera ver uma superprodução digna de Oscar, passe longe.

Desnecessário falar que o filme foi feito para os fãs e simpatizantes da história criada por Stephenie Meyer. Tendo isso em mente e não esperando ver uma produção que revolucionasse o cinema, o filme torna-se palatável.

Vou me abster de comentar a sinopse, pois creio que todos devam saber do que se trata o filme. Sobre o enredo, só comento que foi bem adaptado. Muita coisa diferente do livro, mas ainda assim relativamente fiel.

Lua Nova tem o diferencial de ter de fato cara de filme para cinema, diferente de Crepúsculo, que parecia um filme feito para TV. Esse é um dos pontos positivos do filme.

Outro ponto positivo é a trilha sonora. Não é uma trilha surpreendente, mas transmite a emoção que os atores vez ou outra não conseguem passar para o público. Falando no elenco, com esse filme me convenci que Kristen Stewart definitivamente não deveria ter entrado para essa franquia. Sua atuação inexpressiva chega a incomodar em certos momentos, quase nos fazendo implorar que ela simplesmente erga a sobrancelha ou pisque os olhos.

Já Robert Pattinson esteve bem, mas o destaque do filme é Taylor Lautner. Ele é de longe o melhor ator do trio principal. Só me dá pena que um cara com menos de 18 anos tenha se “bombado” por conta de um papel; não vai poder parar de malhar nunca, ou então cai tudo… XD

No elenco coadjuvante, os destaques vão para Ashley Greene(e sua apaixonante Alice) e os Volturi, em especial Michael Sheen e Dakota Fanning. A presença de atores do porte desses dois últimos só vem a acrescentar a uma produção mediana. Fico feliz que em Eclipse mais uma ótima atriz se juntará ao elenco: Bryce Dallas Howard, que substitui a atriz que faz a Victoria.

Enfim , Lua Nova é um filme bom. Não é ótimo, nem ruim. Como disse, um filme feito pros fãs e simpatizantes, e pra quem curte ver um filme descompromissado.

Cinecubo – Elencos Alternativos: Harry Potter

07/11/2009 às 8:02 pm | Publicado em Cinecubo, Uncategorized | 13 Comentários

cinecubo

Depois de alguns contratempos(e muitas dores de cabeça) consegui selecionar um elenco alternativo para nossa tão famosa e querida(pelo menos para nós do blog) série Harry Potter.

Antes de começar, quero deixar bem claro que, salvo algumas raras exceções, adoro o cast original dos filmes. Mas algo que me incomoda é em alguns casos a idade dos atores ser bem maior do que a de seus personagens. Esse é um dos principais contextos desse elenco alternativo que criei. Bom, sem mais enrolações, vamos a ele.

Começando pelos Potter. Considerando que Tiago e Lílian morreram com 21 anos e sabendo que “fantasmas” não envelhecem, acho a Lilian e Tiago dos filmes uma escolha completamente equivocada; vejam bem, em Cálice de Fogo vemos um Tiago Potter calvo! Pensando nisso, nada mais natural que escolher atores na casa dos 20 anos para representá-los. Para Tiago, Elijah Wood, que é muito parecido fisicamente com Daniel Radcliffe, uma das principais características de Harry, sua semelhança física com seu pai. Para Lílian, Rachel Hurd-Wood, que além de bonita sabe muito bem interpretar moças doces e ao mesmo tempo determinadas.

elijah wood james potterElijah Wood

rachel-hurd--wood lily evansRachel Hurd-Wood

Continuando, agora é a vez de Sirius e Lupin. Gary Oldman é um ator maravilhoso, mas confesso que de início não gostei de sua atuação como Sirius, assim como o Lupin de David Thewlis. O fator idade mais uma vez interfere aqui, já que ambos os personagens têm menos de 40 anos.  Para Sirius, Michael Sheen seria uma escolha acertadíssima. Para Lupin, Ewan McGregor, que se não me engano chegou a ser cotado para interpretar o personagem.

sheen lucianMichael Sheen

ewan mcgregor lupinEwan McGregor

Agora o eterno rival de Tiago: Severo Snape. Não há dúvidas que Alan Rickman é a melhor escolha pro papel, mas mais uma vez a idade interfere. Snape também tem menos de 40 anos nos livros; Alan tem 63. A escolha que fiz pra Snape é muito mais por curiosidade minha do que propriamente por talento. Embora ache Crispin Glover um bom ator, é complicado compará-lo com Alan Rickman. Mas Glover também se encaixa na descrição física do Snape. Acredito que ele poderia nos entregar uma ótima atuação no papel.

crispin_gloverCrispin Glover

Para encerrar, trago o diretor de Hogwarts, Dumbledore. Há muita polêmica em torno de quem melhor representou o personagem nos filmes, se Richard Harris ou Michael Gambon. Não me cabe aqui opinar sobre isso, então trouxe duas indicações para um Dumbledore. Christopher Plummer, acredito eu, faria um Dumbledore mais parecido com o de Gambon; já Peter O’Toole se aproximaria do Dumbledore de Harris e do personagem do livro.

tn2_christopher_plummer_3Christopher Plummer

peter otoolePeter O’Toole

Bom, o post já está enooooorme, então encerrarei por aqui. Não vou prometer, mas possivelmente terá a “Parte 2” desse Elencos Alternativos – Harry Potter. Fiquem no aguardo e até a próxima!

Cinecubo – Elencos alternativos: Crepúsculo

24/10/2009 às 12:49 pm | Publicado em Cinecubo, Uncategorized | 10 Comentários

cinecuboHoje vou variar um pouco. Nada de críticas nem comentários de filmes. Farei algo que possivelmente, dependendo da repercussão, pode vir a se tornar um tema recorrente aqui na Cinecubo.

Well, todo mundo, ao saber da adaptação cinematográfica de algum livro, HQ ou o que seja, fica curioso pra saber qual será o elenco. E muitas vezes, quando o mesmo é escolhido, algumas escolhas nós achamos que não foram boas…

Todo fã que se preze tem seu elenco dos sonhos montado. Hoje vou divulgar o meu da série Crepúsculo. Não que eu seja propriamente fã da série, mas acredito que um dos defeitos do filme foram a escolha de alguns atores do elenco… Falarei deles e de quem eu acho que seriam melhores no filme. Lembrando que é uma opinião minha, pessoal. Não fiz pesquisas com fãs nem nada do tipo(até fiz, mas não me deram resposta, né Iago? XD), apenas dei uma pesquisada na net… Enfim, confiram a seguir meu elenco alternativo para Crepúsculo!

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Cinecubo: Castelo Rátimbum – O filme

18/10/2009 às 1:55 pm | Publicado em Cinecubo, Uncategorized | 4 Comentários

cinecuboMeio atrasado, mas ainda como homenagem ao Dia das Crianças, hoje comentarei um filme que deve ter feito parte da infância de todos que tenham mais de 16 anos: Castelo Rátimbum.

castelo
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Cinecubo: A Viagem de Chihiro

03/10/2009 às 2:14 pm | Publicado em Cinecubo, Uncategorized | 9 Comentários

cinecubo

Hoje volto a falar de um desenho animado, dessa vez um anime, A Viagem de Chihiro, filme de Hayao Miyazaki que ganhou o Oscar de Melhor Animação em 2003.

chihiro

A história, resumidamente: Chihiro é uma garota de 10 anos que está de mudança. No caminho da nova casa, seu pai se perde numa estrada e eles vão parar num lugar que aparenta ser um parque temático abandonado. O pai e a mãe de Chihiro começam a comer a comida que está exposta no balcão de uma das barracas e se transformam em porcos. Chihiro então descobre que está numa casa de banhos para espíritos, comandada pela feiticeira Yubaba. Chihiro faz um trato com Yubaba para trabalhar na casa de banhos, enquanto tenta encontrar uma forma de transformar seus pais novamente em humanos sair de lá. Para isso ela conta com a ajuda de Haku, um garoto aprendiz de Yubaba.

spirited_away035uma das(várias) cenas mais emocionantes do filme

Lembro que quando assisti esse filme a primeira vez, em 2003, saí do cinema deslumbrado, e passei dias pensativo… O filme mexeu muito comigo,e talvez por isso qualquer crítica que eu faça sobre A Viagem de Chihiro ficará por demais parcial. Muita coisa nele pode causar estranheza, afinal tudo ali é baseado na mitologia e crença oriental, e todos sabemos que é bestante diferente das nossas crenças ocidentais.

Ainda assim, é um filme altamente bonito! A perseverança de Chihiro em encontrar um modo de resgatar seus pais e escapar daquele mundo, a coragem de Haku, e ainda tantos personagens marcantes como Kamaji, o Sem-Face, Lin… Cenas poéticas como a da viagem de trem nos fazem refletir…

chihiro trainCena da viagem de trem, uma das mais lindas e poéticas

É difícil pra mim encontrar palavras para descrever esse filme, então vou ficando por aqui… Assistam, gostem, se emocionem! E até a próxima semana!

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